Tudo o que você precisa saber Travesseiro de Bebê

Qual é o melhor travesseiro de bebê?
O sono é importante para o desenvolvimento de todo sistema nervoso do bebê. E na hora de comprar itens para o berço, as mamães e papais costumam ter algumas dúvidas. Ao contrário do que costumam pensar os pais, travesseiro de bebê não é tudo igual. É necessário verificar alguns fatores para garantir a segurança do bebê.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso de travesseiros é indicado somente após os 12 meses. O travesseiro não é indicado para recém nascidos, pois pode prejudicar a passagem correta do ar e o alinhamento da estrutura corporal, aumentando o risco da Síndrome de Morte Súbita. Portanto, nos primeiros meses, é recomendado que o bebê durma de barriga para cima, em uma superfície plana, que acomode bem a coluna.
Alguns especialistas afirmam que após os 6 meses, já seria possível usar travesseiro, desde que tenha no máximo 3cm de altura e de forma que a cabeça não fique muito elevada em relação ao corpo, evitando a modificação da estrutura corporal.
Portanto, a partir dos 6 ou 12 meses de vida (a depender da recomendação que você prefira seguir), o bebê já pode usar um travesseiro. Para manter a coluna alinhada e as vias respiratórias livres, o travesseirinho deve preencher o espaço entre o colchão e a cabeça do bebê, além de ser fino (3cm).
Para evitar refluxo, o travesseiro antirrefluxo pode ser utilizado, mas os pais devem avaliar junto com o pediatra se há necessidade e se a estrutura é adequada para a idade do seu bebê.
Lembrando que aconselhamos que leve o travesseirinho na consulta com o pediatra para tirar qualquer eventual dúvida.
Quais são os tipos de travesseiros de bebê?
Na hora de escolher, é importante ficar atenta para algumas características.
Travesseiro Antirrefluxo ou Rampa
Tem a inclinação recomendada pelos pediatras, mantendo elevada a cabeça e o tronco do bebê, aliviando possíveis refluxos, já que facilita a digestão e respiração.
Travesseiro Antissufocante e Antialérgico
É aquele que possui furinhos redondos em locais que possibilitam a circulação do ar e, dessa forma, reduz o risco de asfixia e permite que o bebê respire normalmente.
Para evitar alergias, certifique-se de que ele está seco, pois a umidade propicia o desenvolvimento de fungos. Existem no mercado opções antialérgicas. Mas, de qualquer modo, envolva o travesseiro em uma fronha e troque regularmente. A fronha de algodão é a melhor escolha, pois permite que o suor evapore mais facilmente.
Travesseiro Anatômico ou de Memória
O travesseiro anatômico ajuda a reduzir os efeitos da Síndrome da Cabeça Chata (Plagiocefalia), protegendo o formato redondo da cabeça do bebê.
A cabecinha do neném tem “moleiras abertas”. Isso é, não é rígida ainda e, devido à passagem no canal de parto (seja normal ou cesárea), é normal que o formato da cabeça do recém nascido seja irregular.
Na maioria das vezes, não dá para perceber. Mas em alguns casos, o pediatra avalia e pode sugerir um travesseiro de memória, que acomoda a cabecinha e ajuda a voltar para o formato normal.
Quando devo trocar o travesseiro do bebê?
Não existe prazo certo. O ideal é verificar e quando perceber que a cabeça da criança está inclinando para baixo, é o momento de trocar o travesseiro. Conforme o bebê cresce, a cabecinha fica mais pesada e aplica mais pressão no travesseiro. Com o tempo, começa a “pender” para baixo. Aí, é hora de trocar.
#DicaBoyzinhos: Muitos estudos mostram que colocar o bebê em posição correta para dormir pode reduzir em até 70% o risco de morte súbita. A orientação é que o bebê durma de barriga para cima até completar 1 ano.
Agora que já sabe quando usar, quais as diferenças entre os travesseiros de bebê e os benefícios de cada um, você já pode escolher o melhor modelo. Mas lembre-se: em caso de dúvidas, conte com a ajuda de um pediatra para escolher e não se esqueça de higienizar o travesseiro de bebê corretamente.